Ainda curtindo minhas férias. Nesse exato momento estou postando de um cyber café que tem uma decoração ótima um excelente pão de queijo que demora quarenta minutos para ficar pronto e um café vienense que custa R$ 12,00 e parece um café com leite que eu faço em casa (estou me sentindo um crítico gastronômico).
Como eu acabei de pedir uma coca e a conta para o garçom, terei que ser breve e continuarei com a temática piadas-que-só-estudante-de-medicina-acha-legal com um vídeo antigo mas que eu quase morri de rir quando assisti; além de ser algo de extrema utilidade para a minha formação intelectual:
http://www.youtube.com/watch?v=zvWzm7ICzhw
Espero ter retomado meu interesse pelo mundo virtual na próxima postagem, afinal estou quase voltando aquilo que eu acho ser a vida real.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
Sobre Tédio e UTI
Sim, devo começar pedindo desculpas. Logo no meu segundo post, um atraso. Encontro-me hoje postando em uma lan-house de terra paradisíaca onde internet é algo perfeitamente dispensável (PHB-PI). Como também não tinha muito tempo para escrever, segue um texto que escrevi para minha anfitriã nessa longínqua terra quando ela encontrava-se um pouco doente e muito entediada (ou o contrário, não sei):
10 Maneiras de se divertir na UTI
1- Desconecte os eletrodos e, quando os médicos chegarem, grite: “TE PEGUEI!”;
2- Pergunte para o cara do raio X se você ficou bem na foto;
3- Aponte para o monitor e grite: “Esse programa é mais chato que o Faustão”;
4- Diga que não gostou do sabor da parenteral e diga que, no dia seguinte, prefere grelhados;
5- Quando injetarem qualquer coisa em você, diga: “Noooossa! Esse bagulho dá a mó onda”;
6- Grite “peep” repetidamente e, quando perguntarem, diga que aprendeu com a bomba de infusão;
7- Pergunte se pode usar o ventilador para encher balões;
8- Reclame que a cor das meias de compressão não combina com sua batinha super sexy;
9- Peça um concentrado de hemácias com a desculpa de que não pode usar blush;
10- Se reclamarem*, diga que fez isso pela humanização da UTI.
*Texto original continha uma pequena referência espacial que resolvi omitir nessa versão.
Té amanhã, acho...
10 Maneiras de se divertir na UTI
1- Desconecte os eletrodos e, quando os médicos chegarem, grite: “TE PEGUEI!”;
2- Pergunte para o cara do raio X se você ficou bem na foto;
3- Aponte para o monitor e grite: “Esse programa é mais chato que o Faustão”;
4- Diga que não gostou do sabor da parenteral e diga que, no dia seguinte, prefere grelhados;
5- Quando injetarem qualquer coisa em você, diga: “Noooossa! Esse bagulho dá a mó onda”;
6- Grite “peep” repetidamente e, quando perguntarem, diga que aprendeu com a bomba de infusão;
7- Pergunte se pode usar o ventilador para encher balões;
8- Reclame que a cor das meias de compressão não combina com sua batinha super sexy;
9- Peça um concentrado de hemácias com a desculpa de que não pode usar blush;
10- Se reclamarem*, diga que fez isso pela humanização da UTI.
*Texto original continha uma pequena referência espacial que resolvi omitir nessa versão.
Té amanhã, acho...
domingo, 10 de janeiro de 2010
Sobre Adolescentes e Responsabilidades
Você se acha maduro? Você se acha preparado para tudo que você está vivendo? Começo meu primeiro texto desse blog com essa pergunta, pois na última reunião da turma, um colega de classe (às quatro da manhã e dentro de uma piscina), no dia do seu aniversário de vinte anos tentava argumentar para mim que ele era um ser muito maduro, que era mais maduro que eu. Enquanto ele argumentava, eu chegava à conclusão que eu não era nada maduro realmente nadinha. Não que eu estivesse escutando os complexos argumentos dele, mas sim porque eu era exatamente igual a ele. Mais importante que isso, por que também tinha os mesmos vinte anos. Pensando sobre maturidade, eu comecei a pensar se eu era realmente maduro o suficiente para ser um estudante de medicina (dessa vez, já estávamos fora da piscina, esperando um tempo para podermos entrar no carro enquanto discutíamos sobre outro colega que tinha exagerado um pouco no álcool). Será que eu tinha maturidade o suficiente para lidar com a responsabilidade de aprender a ser médico ou eu ainda pensava que eu tinha que estudar porque se eu n estudasse minha mãe poderia brigar comigo? Será que eu estou preparado para encarar os pacientes da forma correta sem que eles me façam perder o controle?
Lembrei-me, então do meu primeiro dia de aula. Certamente eu era uma criança infinitamente feliz, um menino careca e um bocado perdido naquele mundo que parece tão grande. Mas, apesar de universitário, eu ainda era um garoto doido pra chegar em casa e contar as novidades do dia para meus pais na mesa de almoço. Lembrei-me, também (já chegando em casa e após um sermão da minha mãe),que por mais insensível que seja a pessoa (ou seja, mesmo os projetos de ortopedistas e patologistas), algumas coisas simplesmente ficam marcadas. Ao contrário do que se imagina, o primeiro grande choque que sofre o estudante de medicina não é ter contato com cadáveres, mas sim observar que aquele contato tornou-se algo normal; nada causa mais confusão a um estudante que o momento em que ele está no laboratório de anatomia estudando, segurando uma peça e ele nota que aquilo se transformou realmente apenas uma peça. Depois disso, muitos são os choques que vão lentamente acontecendo; o encontro com seu animal de estimação depois de ter sacrificado um cachorro na aula de fisiologia, sentir-se incapaz em um pronto-socorro, não entender o mundo de um paciente psiquiátrico e, claro, morte. Normalmente, quando eu penso nesses fatos, a única dúvida que me vem é: Eu os encarei de forma correta?
Tudo isso pode parecer excessivamente dramático, e realmente é. Mas isso é como se vê a vida aos vinte anos: tudo, e principalmente os dramas, são muito aumentados. Sobriedade é algo raro. E são esses pequenos (minha mãe costuma dizer que nossa geração não é mais tão pequena) adolescentes que entram para um curso de medicina. Normalmente sem nem sequer saber direito o que quer fazer da vida.
Por outro lado, talvez esse seja o grande charme que tanto atrai os estudantes de medicina e que transforma nosso curso em nossa vida (acho que isso pode virar o próximo texto). Talvez viver em um mundo que você não consiga entender e dominar tenha sim certo charme. Ou talvez eu simplesmente não seja maduro suficiente para entender isso.
Lembrei-me, então do meu primeiro dia de aula. Certamente eu era uma criança infinitamente feliz, um menino careca e um bocado perdido naquele mundo que parece tão grande. Mas, apesar de universitário, eu ainda era um garoto doido pra chegar em casa e contar as novidades do dia para meus pais na mesa de almoço. Lembrei-me, também (já chegando em casa e após um sermão da minha mãe),que por mais insensível que seja a pessoa (ou seja, mesmo os projetos de ortopedistas e patologistas), algumas coisas simplesmente ficam marcadas. Ao contrário do que se imagina, o primeiro grande choque que sofre o estudante de medicina não é ter contato com cadáveres, mas sim observar que aquele contato tornou-se algo normal; nada causa mais confusão a um estudante que o momento em que ele está no laboratório de anatomia estudando, segurando uma peça e ele nota que aquilo se transformou realmente apenas uma peça. Depois disso, muitos são os choques que vão lentamente acontecendo; o encontro com seu animal de estimação depois de ter sacrificado um cachorro na aula de fisiologia, sentir-se incapaz em um pronto-socorro, não entender o mundo de um paciente psiquiátrico e, claro, morte. Normalmente, quando eu penso nesses fatos, a única dúvida que me vem é: Eu os encarei de forma correta?
Tudo isso pode parecer excessivamente dramático, e realmente é. Mas isso é como se vê a vida aos vinte anos: tudo, e principalmente os dramas, são muito aumentados. Sobriedade é algo raro. E são esses pequenos (minha mãe costuma dizer que nossa geração não é mais tão pequena) adolescentes que entram para um curso de medicina. Normalmente sem nem sequer saber direito o que quer fazer da vida.
Por outro lado, talvez esse seja o grande charme que tanto atrai os estudantes de medicina e que transforma nosso curso em nossa vida (acho que isso pode virar o próximo texto). Talvez viver em um mundo que você não consiga entender e dominar tenha sim certo charme. Ou talvez eu simplesmente não seja maduro suficiente para entender isso.
Sobre Apresentações e Divagações
Sim, janeiro. Começarei a escrever esse blog como parte daquelas tradicionais resoluções de ano novo (claro que perder peso, estudar mais, escrever um livro, plantar uma árvore também estão inclusos). Espero que entre as resoluções de vocês esteja ler mais blogs interessantes.
Para aqueles que não me conhecem meu nome é Felipe Melo (como em todo canto existem pelo menos uns três Felipes, normalmente sou apenas o Melo) estudante de medicina da Universidade Federal do Piauí e atualmente esperando para começar o temido sétimo período (cardio, nefro, pneumo, gineco, obstetrícia e cirúrgica I - Medo).
Mas tirando essa parte chata, o que realmente vai importar para vocês que vão ler o blog é o fato de, quando eu comecei a ter contato com pacientes, eu notei o quanto o estudante de medicina é um ser peculiar, sendo esse peculiar no sentido mais amplo da palavra, aquele que vai desde o estranho, esquisito, engraçado, até o curioso e fora do padrão. Algumas coisas só se pode entender sendo estudante de medicina, e é sobre essas coisas que eu pretendo falar nesse blog, aqueles fatos que despertam coisas estranhas e que não dá pra se entender exatamente o que foi sentido. Aqueles fatos que as vezes até se entende, mas não se entende o que o originou e muitas outras coisas do tipo que se eu for continuar citando o texto realmente vai começar a ficar muito confuso.
Quanto à logística, esse blog terá atualizações semanais. Agora, por outro lado, não garanto nenhuma regularidade sobre os textos. Eles serão sobre os mais variados temas, desde reflexões estranhas e divagações, até piadas bobas e coisas curiosas. Espero que vocês se divirtam tanto lendo esses textos quanto eu me divirto escrevendo e até vivendo algumas situações.
Para aqueles que não me conhecem meu nome é Felipe Melo (como em todo canto existem pelo menos uns três Felipes, normalmente sou apenas o Melo) estudante de medicina da Universidade Federal do Piauí e atualmente esperando para começar o temido sétimo período (cardio, nefro, pneumo, gineco, obstetrícia e cirúrgica I - Medo).
Mas tirando essa parte chata, o que realmente vai importar para vocês que vão ler o blog é o fato de, quando eu comecei a ter contato com pacientes, eu notei o quanto o estudante de medicina é um ser peculiar, sendo esse peculiar no sentido mais amplo da palavra, aquele que vai desde o estranho, esquisito, engraçado, até o curioso e fora do padrão. Algumas coisas só se pode entender sendo estudante de medicina, e é sobre essas coisas que eu pretendo falar nesse blog, aqueles fatos que despertam coisas estranhas e que não dá pra se entender exatamente o que foi sentido. Aqueles fatos que as vezes até se entende, mas não se entende o que o originou e muitas outras coisas do tipo que se eu for continuar citando o texto realmente vai começar a ficar muito confuso.
Quanto à logística, esse blog terá atualizações semanais. Agora, por outro lado, não garanto nenhuma regularidade sobre os textos. Eles serão sobre os mais variados temas, desde reflexões estranhas e divagações, até piadas bobas e coisas curiosas. Espero que vocês se divirtam tanto lendo esses textos quanto eu me divirto escrevendo e até vivendo algumas situações.
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